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Rock Crawling
Março 2, 2006

Desafio extremo: rock crawling 2006

Em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, equipe Suzucar abre campeonato com vitória inédita

A adrenalina e a surpresa foram os principais ingredientes da primeira etapa nacional do Rock Crawling 2006, que aconteceu nos dias 04 e 05 de fevereiro, no Parque da Juventude, em Pindamonhangaba (SP), a 140 quilômetros de São Paulo. Sediando pela primeira vez uma etapa do evento, a cidade foi o palco no qual as sete equipes – “Almeidas”, “Cobra”, “Hulk Filipaper”, “Jipenet-Off”, “Palitex”, “Suzucar” e “WorldScap” – se revezaram em manobras radicais, conferindo um verdadeiro espetáculo para o público.

Neste ano, o evento foi realizado pela UNROC, União Nacional de Rock Crawling. Segundo José Laerte, presidente da UNROC, a associação, sem fins lucrativos, foi montada pelos próprios pilotos: “O objetivo é aumentar o número de provas e divulgar a modalidade”.

Sábado
O céu amanheceu azul e a ausência de nuvens já denunciava o sol forte e o calor de 39,7ºC que castigariam equipes e público. Durante a manhã, as equipes disputaram as seções “X” – composta por duas caçambas – e “Pedras”. Na primeira, apesar do risco de tombamento não ser grande, a transição entre as caçambas invertidas forçava muito a torção do carro. O obstáculo foi o que mais causou quebras nos veículos, a exemplo do que ocorreu com o protótipo Velociraptor, da equipe mineira Almeidas 4×4. “Iniciamos a seção com o carro em perfeitas condições, mas, no alto do X, o cardã dianteiro soltou. Subimos somente com a tração traseira, contudo, fomos a única equipe que passou sem uso do guincho”, comentou o piloto Leo Valle. Já na seção “Pedras”, o principal desafio para as equipes foi evitar as superfícies cortantes, que ameaçavam os pneus e os spotters. Na entrada, havia uma inclinação lateral perigosa para os veículos e, na saída, as chances de tombamento aumentavam, já que os jipes deveriam passar por uma pedra com maior inclinação.

À tarde as equipes tiveram de superar as manilhas, que deram dor de cabeça aos pilotos. A subida inicial era uma parede de 90 graus; logo em seguida, no setor 2, havia uma curva à direita, com inclinação para fora, muito perigosa. O spotter tinha, praticamente, de segurar o jipe. Feito isso, o veículo passava para o setor 3, uma descida na qual havia o risco de capotamento para frente, até a chegada ao setor final. O único carro que não apresentou problemas foi o Hulk, da equipe Filipaper, que terminou em primeiro lugar nas etapas do dia.

Domingo
Se a chuva que caiu à noite não aliviou a temperatura no segundo dia de competições, serviu para aumentar a adrenalina e deixar os obstáculos ainda mais difíceis. A equipe WorldScap não conseguiu reparar os problemas mecânicos ocorridos no dia anterior e acabou ficando fora da disputa.

Dessa vez, as equipes enfrentaram a seção “Manilha” invertida, cujo principal desafio foi o risco de tombamento no setor 2 e a descida de 90 graus no setor 4. “Eles tinham de pular de cima daquela parede. Se descessem devagar quebravam o cardã ou perfuravam o cárter”, explicou o fiscal Carlos Eduardo. Nos troncos, logo no início, um contratempo: a equipe Jipenet-Off teve uma quebra mecânica. Em virtude dessa avaria, e como a organização não havia testado o obstáculo ainda, o tempo estimado passou de 15 para 25 minutos. Já a “Caixa de Ovos” testou bem o curso de suspensão dos veículos: eles tiveram de ultrapassar buracos de um metro e meio de profundidade.

A equipe Brazook, com um protótipo experimental, participou fazendo apenas demonstrações. Para exaltar ainda mais o público, ao final da competição, a organização pediu que a esposa do prefeito de Pindamonhangaba, Angélica Ribeiro, atravessasse o obstáculo “Pedras” no carro da Brazook. Detalhe: o piloto Edvaldo Rocha estava com os olhos vendados. Em seguida, o próprio prefeito passou pelos obstáculos “Caixa de Ovos” e “Poço de Lama”.

O momento mais aguardado foi a divulgação dos resultados, pois as diferenças entre as equipes Filipaper e Suzucar diminuíram e não havia como saber de quem seria a vitória. Apesar do favoritismo da Filipaper, a equipe vencedora foi a Suzucar, que, pela primeira vez, subiu ao local mais alto do pódio. A vitória foi estabelecida em função da diferença de tempo, já que houve empate técnico entre as duas equipes. “É a primeira prova que eu ganho depois de quase quatro anos competindo. Sandro tem um ótimo carro e é um ótimo piloto. Foi muito legal porque o jipe dele, o Hulk, não quebrou e o piloto não fez nada errado. Ele não perdeu a prova, fomos nós que vencemos”, disse um sorridente Bill Johnson, piloto da Suzucar.

Desafio
Além da categoria Super, a “Desafio 4×4” também levantou a galera. Quatro equipes (“Búfalos do Vale”, “Distração 4×4”, “JeePindAdventure e Cia da Terra” e “Só Samurai”), formadas por pilotos de jipe clubes locais, tiveram de enfrentar obstáculos como o “Poço W”, no qual a água escondia uma valeta, que surpreendeu os competidores, e a “Caixa de Ovos”, que testou bem a suspensão dos jipes. Os veículos passaram sem muitos problemas por essas barreiras. O mesmo não se pode dizer do “Poço de Lama”, onde nenhuma equipe conseguiu passar sem utilizar o guincho.

Os competidores ainda fizeram um desafio de coragem em uma rampa, na qual encontravam dificuldade para ver o caminho e tinham de descer reto para que o veículo não tombasse. “O poço embaixo foi mais para esfriar os ânimos”, explicou Carlos Eduardo. “A ‘Desafio 4×4’ é, na realidade, uma forma de trazer os jipeiros, que hoje praticam RAID ou fazem trilhas a lazer, para conhecer o Rock Crawling e, quem sabe assim, estimulá-los a preparar o jipe e participar dessa modalidade”, completou Carlos.

por Georgia Utsch | fotos Adriano Rocha

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