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Maio 19, 2020

Jipão de luxo

20 anos após ser lançado como SUV de luxo, esse Grand Cherokee ganhou uma preparação para enfrentar trilha pesada

“Você teria coragem de colocar um carro de US$ 70410, equipado com ar-condicionado, bancos de couro, computador de bordo, rodas de liga-leve e bancos com ajuste elétrico na lama? Pois é, embora o Grand Cherokee tenha características técnicas (como tração nas quatro rodas) que o permitem trafegar em terrenos acidentados, é difícil imaginar que alguém faça isso. Ele volta definido como utilitário-esportivo (veículo que reúne a robustez de um fora-de-estrada com o conforto de um automóvel de passeio), mas ficaria melhor na categoria dos automóveis de luxo.” Esse foi o começo de uma reportagem publicada na revista Quatro Rodas de setembro de 1996. Ele nos dá uma ideia bem clara de qual era o destino do recém reestilizado Grand Cherokee Limited: o uso urbano como carro de luxo. Foi assim por um bom tempo.

Grand Cherokee

Mais de 20 anos se passaram e, para nossa felicidade, o Cherokee já é encarado como um veículo off-road. Não é o carro que mais se vê na trilha, mas também quase não se vê sendo usado como carro de luxo. Também já é relativamente fácil achar modelos que foram preparados para trilha. Este exemplar que ilustra a matéria é um dos representantes que provam que sim, o Grand Cherokee pode ser uma máquina de enfrentar trilha.

O idealizador do projeto e proprietário da máquina, um Grand Cherokee Limited V8 1997, é Bruno Zoffoli. O empresário mineiro de 36 anos conta que a ideia surgiu ao ter problemas em trilhas pesadas com seu Suzuki Vitara. As quebras constantes o levaram a planejar um carro que fosse capaz de enfrentar qualquer trilha sem quebras.

O primeiro passo foi comprar um Cherokee em bom estado para começar a preparação imediatamente. Já no início do processo, Bruno encontrou um segundo Grand Cherokee com um preço muito bom e não teve dúvida, levou o carro pra servir de fornecedor de peças.

O motor e caixa não sofreram grandes alterações, só em apenas alguns itens como o radiador em alumínio da Mastercooler e um intercooler para o câmbio automático. A bateria foi substituída por uma Optima Gel High Performance. A t-case original (NP249) deu lugar a uma NP231, mais resistente e com acionamento da 4×4 por alavanca.

Internamente, o Grand Cherokee recebeu uma gaiola de proteção da Leles Acessórios e, por fora, pintura preto fosco com detalhes brilhantes feito na Sabão Retoque, para-choques dianteiro e traseiro, proteções, rockslider e bagageiro, todos produzidos pela Tecnotrilha. Completando o pacote externo, o Cherokee está equipado com dois guinchos (dianteiro e traseiro) de 12.000 lbs e paralamas Bushwacker.

Grand Cherokee

Mas foi no conjunto de suspensão, feito na Tecnotrilha, que o Cherokee recebeu a grande transformação. O monobloco recebeu um subframe que serve de base para os links das suspensões. Na dianteira, tem-se uma suspensão 3-link e, na traseira, utiliza-se um sistema 4-link. Em ambas, são usados amortecedores OffShox FX8. Os amortecedores do tipo coil over permitem o ajuste da altura do veículo, feito por meio das molas e de uma rosca no corpo do amortecedor, podendo ser regulado para qualquer situação.

Os eixos utilizados, também, merecem destaque. Na dianteira, o Grand Cherokee recebeu um Dana 60. A traseira passou a utilizar o eixo Dana 70. Ambos possuem relação 5,38, bloqueio Detroit Locker e axle truss para reforço. O conjunto de rodas e pneus, aro 17 com bead lock e pneus Mamute Insano 39”, além de ser condizente com o uso do carro, dá um visual bem agressivo ao Grand Cherokee.

Por: Adriano Rocha | Fotos: Adriano Rocha

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