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João Barone
Maio 26, 2021

Perfil: João Barone

A carreira paralela de João Barone, baterista do Paralamas do Sucesso e apaixonado pela história da 2ª Guerra e seus veículos

João Barone entrou para a história através da música. O baterista do Paralamas do Sucesso é um dos ícones da música brasileira. Mas o músico, por influência de seu pai, resolveu partir para uma espécie de carreira paralela: sua paixão pela 2ª Guerra Mundial e os veículos que fizeram parte dela.

A história de seu pai, João Lavor Reis e Silva, um dos 25 mil combatentes da Força Expedicionária Brasileira, foi a fagulha que o fez mergulhar no período, comprar e restaurar minuciosamente dois Jeep de época. Um deles, igual ao que seu pai dirigiu durante os combates, um Willys MB 1944.

João Barone

A atuação nos combates foi um dos motivos que tornou o Jeep um ícone da história da Segunda Guerra – e do automóvel. “O Jeep representou a mobilidade das tropas e a liberdade de levar a pessoa para onde ela quisesse, independentemente do tipo de terreno”, diz Barone.

“Meu interesse pela Segunda Guerra surgiu por meu pai ter sido combatente e por vê-la como uma ‘guerra justa’: as pessoas queriam derrubar aquela coisa horrorosa do nazismo, da opressão, do racismo e da segregação”. Ela tinha um aspecto quase romântico de luta do ‘bem contra o mal’. Eu acho que foi uma guerra que se justificou por conta disso. Meu interesse é justamente a simbologia da Segunda Guerra e não o aspecto bélico em si’, explica.

Barone conta que o pai falava muito pouco sobre a guerra. Uma das poucas histórias que contou, diz o músico, foi sobre o dia em que estava levando munição para os soldados aliados e teve de sair correndo com o Jeep que dirigia, sob fogo inimigo.

“Aquilo ficou na minha memória e quando tive oportunidade, decidi comprar um Jeep igualzinho e restaurar.”

Era final dos anos de 1990. Na época, os Paralamas já eram a mais internacional das bandas brasileiras de sua geração, já tendo ultrapassado diversas vezes as fronteiras do Brasil. Adquiri um Willys MB 1944 desmontado, do especialista em restauro de jipes militares José Delatorre. Alguns meses depois, 1999, o 4×4 estava rodando. “Dirigir um Jeep daqueles é como entrar em uma cápsula do tempo”, resume o músico.

João Barone

Em 2004, Barone descobriu um raro exemplar do Ford GP 1941 à venda nos Estados Unidos. O modelo é um dos poucos protótipos produzidos pela Ford e o Brasil recebeu 33 unidades que não existem mais. O baterista deu um jeito e trouxe o veículo para o país. É, possivelmente, um dos jipes mais raros do Brasil.

João Barone

Carreira paralela

A paixão de Barone pela Segunda Guerra é quase uma carreira paralela do músico. Além de ter ajudado a fundar o Clube dos Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro (CVMARJ), Barone produziu dois documentários sobre a Segunda Guerra e escreveu o livro 1942: o Brasil e sua guerra quase desconhecida. Os três projetos surgiram de viagens de “resgate”. Em 2004, despachou seu Jeep 1944 para Paris e de lá seguiu até a Normandia para participar da comemoração dos 60 anos do Dia D. Dessa viagem nasceu o documentário Um brasileiro no Dia D, que conta a história do franco-brasileiro Pierre Closterman, descendente de franceses que nasceu em Curitiba (PR), em 1921, e foi o único brasileiro a ter participado do Dia D, como integrante da aviação francesa.

 



 

Em 2009, tendo novamente o Jeep como protagonista, partiu para a Itália e passou pelos mesmos lugares que seu pai, ao lado de outros soldados brasileiros, passaram. “Os brasileiros são lembrados até hoje com muito carinho pelos italianos pela forma como atuaram durante a guerra. Foi uma viagem muito emocionante”, diz. Dela, nasceu o documentário O caminho dos heróis, que refaz os passos e a luta da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 2014, Barone voltou à Normandia, desta vez para comemorar os 70 anos do Dia D e em 2015, foi a vez de retomar à Itália para participar dos festejos de 70 anos do fim da guerra. Nessas duas, o Jeep ficou na garagem, mas ele reconhece que foi graças a ele que as suas histórias surgiram.

Veja a entrevista completa com João Barone aqui

João Barone

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