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junho 23, 2021

“Meu negócio é cheirar pó, poeira!”

Conheça um pouco da história de um dos melhores preparadores de motos, carros e organizadores de eventos off-road do Brasil: Pedrinho Barroso

Após três horas de papo, o que se percebe é que, mesmo com 64 anos, o engenheiro mecânico Pedro Bittencourt Barroso, conhecido como Pedrinho Barroso, quer colocar ‘mais gasolina no motor’ e não vai largar isso tão cedo.

A paixão de Pedrinho pelas rodas e pela mecânica começou quando ele tinha 16 anos. Na época, ele possuía uma moto e brincava pelas trilhas da Grande Belo Horizonte. Dois anos depois, em 1970, ele serviu ao Exército Brasileiro, pelo CPOR. Pedrinho trabalhava no pelotão de transportes e teve seu primeiro contato com os 4×4. No Exército, o interesse dele não tinha nada a ver com armas: “Queria ficar perto dos motores e da terra”, afirma.

Pedrinho Barroso

 

Depois desse primeiro contato com os fora-de-estrada, os desafios viraram outros. Pedrinho fundou o Trail Clube Minas Gerais em 1975, e realizou a primeira prova de regularidade do país. Depois disso, o engenheiro fundou a Fox Promoções em 1976, com o amigo Cristiano Melo Paz. A empresa fazia eventos motociclísticos em todo o país. Na história da empresa, a realização de quatro provas mundiais e oito temporadas do Campeonato Brasileiro de Trail, além do maior evento de motociclismo do Brasil na época: o Hollywood Motocross, que durou até o final da década de 80. Com o fim do evento, a empresa também encerrou suas atividades.

Pedrinho, também, chegou a ser presidente do Jipe Clube Minas Gerais, por quatro anos: “Fazíamos provas, mas também passeios. Me lembro de quando fomos para o Jalapão levando 28 jipes. A turma era composta por jipeiros de Minas, Tocantins, Ceará e Distrito Federal”.

A partir daí, por conta de um novo emprego, Pedrinho mudou-se para várias cidades, como: Porto Alegre, João Pessoa, Salvador, Natal, até voltar para Belo Horizonte. “Sempre por onde ia, eu tinha uma moto e um jipe”, afirma o engenheiro. Foi nessa época que o engenheiro conheceu o Rally dos Sertões. “Em 1991, cheguei a pedir férias na empresa para competir na prova. Saí de Porto Alegre e desembarquei em Ribeirão Preto/SP. Éramos quatro mineiros no grid e eu fiquei em quarto lugar”, conta Pedrinho. De todas as 23 edições do segundo maior rali do mundo, o competidor e preparador mineiro só não esteve presente em cinco delas.

 



 

No final da década de 90, Pedrinho voltou para Belo Horizonte e conheceu o empresário Luís Haas. Com ele, Pedrinho chefiou a equipe oficial Suzuki no Rally dos Sertões, em 1997 e a partir daí, ambos começaram a escrever uma nova história no cross country. Juntos, criaram a Off Limits Motorsports e lá eles preparavam os carros oficiais Chevrolet para competição, especificamente a caminhonete S10. Juntos, Pedrinho e Haas, fizeram com que a montadora ganhasse por cinco anos consecutivos o Rally dos Sertões (2000 a 2004). Em 2005, a Off Limits Motorsports mudou-se para Florianópolis. No entanto, o excesso de viagens para diversos estados e também para Santa Catarina tornou-se inviável para Pedrinho, que resolveu vender sua parte na empresa para Haas.

O foco do empresário começou a mudar: “Estava querendo ficar em BH e comecei, naquela época, a criar a minha empresa de comunicação. Hoje em dia, faço o rali do audiovisual”. Atualmente, Pedrinho Barroso é dono da produtora Flex Studios, mas não abandonou os motores. Ele também é consultor e trabalha com testes para carros da Land Rover, Iveco, Fiat e Volkswagen, por exemplo.

O engenheiro é casado com a Dida há 34 anos e juntos tiveram uma filha de 22 anos. Admira como piloto Édio Füchter e navegador Milton Pereira, ‘Miltinho’, ambos catarinenses. Até hoje anda de moto e também de jipe.

Por: Caroline de Paula

Pedrinho Barroso

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