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Land Rover
julho 28, 2021

O esqueleto que sustenta o jipe

Chassi, monobloco ou tubular, qualquer veículo precisa ter uma estrutura de sustentação que, no caso dos 4×4, tem uma importância maior ainda em sua resistência e desempenho

Todos os veículos, sejam eles off ou on-road, possuem uma estrutura, semelhante a um esqueleto, onde são fixados todos os componentes, como a carroceria, o motor, a suspensão e outros sistemas. Existem dois tipos principais de estruturas usadas na fabricação em série, conhecidas como monobloco e chassi.

Monobloco

O monobloco é um tipo de estrutura integral, formada pela própria carroceria dos veículos, onde todos os componentes, como motor, suspensão e demais sistemas são fixados. Apesar deste conceito ter sido criado em 1908, somente no ano de 1951, a Ford com seu sedan médio Consul, passou a utilizar o monobloco no conceito como ele é conhecido e utilizado atualmente, na maioria dos veículos de passeio. Com a evolução das tecnologias de projeto, foi possível aplicar a estrutura por monobloco também em jipes e veículos utilitários. São estruturas que mesclam partes rígidas e flexíveis e, obviamente, não são como os monoblocos usados em carros de passeio. Mesmo assim, possibilitam abaixar não só o peso como também o preço final de produção.

Niva monobloco

No uso off-road, vemos alguns carros que são construídos com monobloco. O Niva, o mais antigo deles e que, por isso mesmo (devido à falta de tecnologia), apresenta problemas estruturais, foi o primeiro a ser comercializado no Brasil. A Mitsubishi, com o lançamento da Pajero Full e da TR4 revolucionou o conceito no país. Em ambos, é usada uma tecnologia de construção que envolve um subframe que suporta os componentes principais como motor e suspensão.

A fixação de acessórios e equipamentos off-road apesar de não ser prejudicada, fica limitada a pontos específicos já recomendados pelas montadoras. Sua manutenção, quando necessária, é mais complexa e envolve custos maiores. Por fim, uma estrutura monobloco não pode sofrer abusos acima dos limites do projeto que, como usuários, não sabemos exatamente quais são.

Chassi

O chassi é a estrutura usada desde os primeiros veículos fabricados e largamente utilizado em veículos de carga, como picapes, caminhões e ônibus, bem como na maioria dos veículos off-road. Basicamente, é formado por duas longarinas longitudinais ligadas por várias transversais, de acordo com a necessidade e projeto de cada montadora. Seu uso em jipes se deve à grande resistência às forças torcionais, geradas pelas condições extremas no uso fora-de-estrada, além da relativa facilidade de construção.

Este tipo de estrutura facilita a fixação de acessórios fundamentais como guincho, quebra-mato e pontos de ancoragem. As adaptações ficam mais simples permitindo um maior número de modificações como body-lift (elevação da carroceria), troca de sistemas de suspensão e motor. O baixo custo ferramental e a baixa necessidade de projetos muito elaborados permitem a produção em baixa escala.

Chassi Toyota

Os carros com estrutura de chassi são mais fortes, porém são mais pesados. Isto gera uma necessidade de peças mais resistentes e motores mais fortes. Normalmente apresenta menor rigidez estrutural. E aí surge uma divergência: alguns acreditam que o chassi deve ser mais rígido deixando o trabalho de ‘contorcionismo’ para a suspensão enquanto outros acham que a torção do chassi faz parte do desempenho do jipe. O caso mais comum é o do próprio Jeep Willys que possui as longarinas abertas (seção em ‘C’) e travessas rebitadas justamente para possibilitar sua torção. Só que, como são carros antigos e com muito uso, é comum o chassi apresentar problemas de fadiga e trincas. Outro problema é que, dependendo de quanto o chassi vai torcer, a carroceria não vai acompanhar o trabalho e também vai ter problemas. Uma forma de resolver o caso do Willys é a construção de um reforço com uma chapa soldada nas partes superior e inferior do chassi.

Tubular

Outro tipo de conceito, o chassi tubular, muito utilizado nos veículos off-road americanos e em outros carros de competição como stock car, começa a ganhar força no Brasil, principalmente com o crescimento do rock crawling. Um híbrido, que reúne os conceitos de chassi e de monobloco, por possuir as duas longarinas longitudinais, mesmo sendo fabricadas em tubos, e por ser formado por uma única estrutura integral, onde todos os sistemas do veículo são fixados.

Chassi Tubular

Seu baixo custo de construção aliado à alta resistência, contribui de forma positiva para este crescimento. A grande vantagem da estrutura tubular sobre o monobloco é eliminar o custo do ferramental e facilitar as adaptações. Assim, sua utilização se restringe basicamente a veículos de alto desempenho e baixa produção, a custos aceitáveis por unidade.

Como exemplo de veículos tubulares basta dar uma olhada nos jipes de rock crawling. O Kalango é um exemplo claro da utilização da estrutura tubular para construir um carro resistente, rígido e com custo relativamente baixo. O Stark, jipe desenvolvido em Santa Catarina e que passará a ser comercializado este ano, também tem estrutura tubular e é um dos casos raros de veículos produzidos em série com esta tecnologia.

Por: Marcel Fernandes

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