Mapa do Site Primeira Vez? Publicidade
Rodeio
 

Abertura > Jipe do Mês > CJ-5

Super Jeep

Quem conheceu este CJ-5 1976 em idos de 1996, antes de ser adquirido pelo paulista Luiz Roberto da Rocha Borges, não poderia imaginar o Super Jeep em que ele se transformaria. Para começo de conversa, o carro era branco e absolutamente original e, mesmo que apresentasse motor, caixa e lataria ainda em boas condições, já demonstrava alguns sinais de "cansaço", como feixes de molas arriados e outros mais.

Comprado por Borges em janeiro de 1997, o Jeep foi para o "estaleiro" já no mês seguinte. O processo de construção do Super Jeep, planejado em detalhes pelo proprietário, levou três anos para ser concluído. três anos de muitas experiências, muita dedicação, muita "dor de cabeça" e muito dinheiro investido. O resultado de todo este trabalho é o que você conhecerá a seguir.

A reforma:
O Super Jeep de Luiz Borges começou a ser construído em fevereiro de 97. Completamente desmontado, o CJ recebeu novos feixes de molas e passou por uma verdadeira operação plástica - serviço completo de funilaria e pintura, já na cor Vermelho Performance, da Ford. O chicote elétrico foi trocado por um módulo MSD 5200 Economy e os pneus originais foram substituídos por Argentinos 7.50x16, colocados em rodas de F-1000 (16x8). Para completar a primeira fase da reforma, o carro ganhou ainda acessórios tubulares Keko, carburador duplo do Alfa Ti, alargadores de paralamas, faróis auxiliares / milha e luz de ré, além de ter o radiador reformado.

Mas a coisa não parou por aí. As peças e os acessórios iam sendo comprados e o Jeep dos sonhos ia ganhando corpo aos poucos. Foram tuchos hidráulicos, comando, cabos de silicone, tampa de distribuidor, tampa de tanque de combustível, burrinho de freio, lona de freio, novo volante e por aí vai. Aproveitando uma viagem a trabalho aos Estados Unidos, Borges trouxe ainda o guincho Warn M8000 que equipa o Jeep hoje.

Após uma breve interrupção nas reformas devido ao fato de o Jeep ser seu único carro na época, Borges retomou os trabalhos em 98. Freios a disco Super Break foram instalados nas rodas dianteiras e traseiras. Foi nesta fase também que foram trazidos dos Estados Unidos um novo módulo MSD 6 Off-Road, com bobina High Vibration e controlador de giro, a capota Best Top, os bloqueios de diferencial Air-Locker e os amortecedores Rancho. Ainda neste mesmo ano, o Jeep ganhou uma gaiola de 6 pontos e, para melhorar seu desempenho, recebeu um carburador Weber IDF 40, um radiador de óleo feito sob encomenda, filtro K&N, comando retrabalhado e cabeçote rebaixado.

O ano de 99 foi a fase final da reforma do CJ. O primeiro passo foi a troca do câmbio de 4 marchas original por um de C-10, muito mais robusto. Durante o período de adaptação do câmbio, Borges encontrou, "jogado" em uma oficina, o blower que equipa o Jeep atualmente e comprou-o pela bagatela de 450 Reais (este mesmo equipamento, novo e colocado, custa em torno de 1.800 Dólares). Feitas as devidas adaptações, o blower foi instalado e a construção do Super Jeep foi concluída com a colocação de direção hidráulica, tanque com capacidade para 78 litros, bancos de Peugeot 306 esportivo, body lifts, novos pneus Super Swampers 33x12,5 em rodas 15x10, pedaleira suspensa com servo-freio duplo e freio de estacionamento. Além disso, os feixes de molas Rancho foram retrabalhados, a lataria sofreu alguns recortes e o carro ganhou uma nova pintura total. Estava realizado o sonho de Luiz Borges...

Depoimento do proprietário:
Minas Off-Road bateu um breve papo com Luiz Borges, idealizador e feliz proprietário do Super Jeep que vocês acabaram de conhecer. Ele falou sobre o desempenho do carro e sobre os motivos que o levaram a realizar esta reforma no CJ-5. Confira!

Minas Off-Road: Fale sobre o desempenho do Super Jeep, levando em conta os seguintes aspectos:
- Motor (potência, relação desta com o peso etc.)
- Consumo
- Velocidade
- Estabilidade
- Capacidade de vencer obstáculos diversos


Borges: A capacidade de vencer obstáculos é incomparável. Efetivamente estando com a pressão correta dos pneus (em torno de 9 Libras, já que estão com câmaras americanas especiais), bloqueio ligado na frente e atrás, ele praticamente não pára. O consumo na cidade está em 5 km/l, pois o torque de aproximadamente 29 kgf empurra o jipe sem precisar muito pedal. Mas, se apertar, o blower entra despejando 40 cv a mais que, além de dar muita força, bebe bem. Difícil dizer quanto seria seu consumo em trilha, mas o tanque de 78 litros não deve mais me deixar sem combustível pelo caminho... A velocidade final eu não tenho nem idéia, mas ele anda a 110 km/h com 3.100 rpm, sendo que o bloqueio de giro entra em ação somente aos 5.000 rpm. Portanto acredito que chegue tranqüilamente aos 140 km/h, o que eu não recomendaria para nenhum jipe... A estabilidade é ótima, principalmente por que, com os amortecedores Rancho, dá para regular a pressão e quando estou em rodovias ou na própria marginal, em Sampa, deixo com 4 pontos para ficar firme. Outro ponto interessante é que, com o feixe da Rancho retrabalhado, é possível tirar qualquer roda do chão por 50 cm sem que nenhuma outra se levante, dando uma ótima capacidade de tração, lembrando sempre que o mesmo pode ser bloqueado a qualquer momento. O jipe poderia ser até mais ágil e econômico se não fosse o fator peso e pneu. Ele pesa hoje incríveis 1.485 kg que, mais o piloto leve como eu (110 kg), além de navegadora e outra bagagem qualquer, chega a beirar os 1.700Kg. Tudo isso somado ao pneu de 33" com tala 10", dá uma inércia enorme. Se não fosse o blower e toda a preparação extra talvez ele nem saísse do lugar...

Minas Off-Road: Você pretende fazer mais alguma alteração no Jeep? Qual?

Borges: Não há mais nada o que adaptar no jipe. Somente fazer manutenção normal e ficar atento aos rolamentos de roda. O fato de possuir um espaçador de 2", mais rodas tala 10", faz com que a alavanca das rodas nos rolamento seja bem grande.

Minas Off-Road: Qual o motivo de sua opção por investir tanto em um veículo antigo? Por que não um jipe mais moderno, com recursos e tecnologia mais atuais?

Borges: Existe uma frase de um amigo jipeiro que explica bem isto, em inglês: "It's Jeep thing. You wouldn't understand".

Em termos de tecnologia, meu jipe tem tudo o que há de mais moderno (apesar do platinado). Inclusive muitos jipes atuais, zero km, não têm sequer um terço das melhorias que este jipe possui. Provavelmente teria que gastar um mesmo tanto num jipe atual, que não teria o charme do CJ, e o valor inicial (compra do carro) seria infinitamente superior aos R$4.300 que paguei por ele.

Minas Off-Road: Você venderia seu Jeep? Por que valor?

Borges: O valor é algo muito pessoal pois neste jipe não existe somente dinheiro investido. Existe tempo, dedicação, alegrias, frustrações, raiva, medo, cansaço, tensão. Como avaliar isto ?? Recebi uma oferta real de R$19.000,00 no início de janeiro e recusei. Não penso em vender. Aliás, nem quero pensar nisto.

A ficha completa do Super Jeep de Luiz Borges está disponível para download. Caso você queira conhecer esta máquina em detalhes, clique aqui.

 

 

 

Dotzi Planeta Off-Road
geral@planetaoffroad.com


Aviso Legal
Privacidade
Créditos