Um
JPX pronto para o desafio!
Apesar de belo, robusto e possuidor de uma das suspensões
mais fantásticas do mundo, o jipe JPX, fabricado na cidade
mineira de Pouso Alegre, sempre carregou consigo uma pesada
cruz: um crônico problema de superaquecimento, responsável
pela indesejável fama de "chaleira" ou "aquecedor de
trilha" entre os off-roaders brasileiros. Até mesmo os
mais apaixonados pelo jipe derivado ao francês Auverland
admitem que o problema é sério, resultado talvez
de um planejamento mal feito pela fábrica ao desenvolver
a configuração mecânica do carro.
Alguns proprietários, desanimados com os dias de oficina,
acabam passando o carro pra frente. Outros, como o Engenheiro
Mecânico André Luiz de Faria Alvim Pereira, estimulados
pelas qualidades do carro - que, por sinal, são muitas
- assumem o desafio de tentar sanar o problema e, a despeito
da má fama da marca, acabam tendo consigo super jipes,
pois o JPX, além de sua robustez original, é um
jipe que aceita as mais diversas adaptações e,
quando bem trabalhado, pode transformar-se em um verdadeiro
"monstrinho" off-road. Está aí o "Trem Que
Pula", JPX 1.994 do próprio André Luiz que
não nos deixa mentir! Confira...
Estrutura:
chassis e eixos
A estrutura do JPX já é, originalmente, bastante
forte. Por isso, segundo André Luiz, as poucas mudanças
feitas nesta parte do carro foram mais no intuido de reforçar
algum ponto específico do que em função
de uma necessidade de se alterar todo o conjunto. Foram reforçados
pontos como os suportes inferiores e superiores dos amortecedores,
o suporte da mesa do guincho e os pontos de fixação
da gaiola de proteção ao chassis, entre outros.
Este último item mereceu atenção especial,
por envolver a segurança dos ocupantes do carro. Como
a gaiola deste JPX é externa, o proprietário do
carro fez questão de cuidar para que os apoios da mesma
fossem reforçados o máximo possível. Em
todos os pontos em que a gaiola tem contato com o chassis, ela
é travada com cantoneiras de chapa de aço, fixadas
com parafusos superdimensionados, recebendo ainda uma solda
MIG.
No eixo dianteiro do carro, o conjunto do pino mestre, que originalmente
é construído em ferro fundido, foi refeito em
aço "1.045" - aço com elevada taxa de
carbono, alta resistência e de fácil usinagem.
Suspensão
Ao falar da suspensão de seu carro, André Luiz
fez questão de atestar a qualidade da suspensão
original do JPX, mas afirmou que procurou melhorá-la
ainda mais.
A primeira coisa que André fez foi "levantar"
um pouco a suspensão, procurando manter o grande equilíbrio
que é uma característica do carro, resultante
de uma boa distribuição do peso entre os eixos.
Na parte traseira, a princípio, o carro era equipado
com as molas da picape JPX, um pouco mais "parrudas"
que as do jipe. Depois, novas molas, em aço especial,
um pouco mais macias - para dar flexibilidade ao carro -, porém
mais resistentes, foram construídas. Com esta nova configuração,
a traseira do jipe ganhou cerca de duas polegadas a mais em
curso de suspensão, o que ocasionou também um
aumento proporcional nas cintas limitadoras de curso, para suportarem
as novas molas.
Na frente, as molas originais foram substituídas pelas
molas traseiras da picape. Para possibilitar esta substituição
e o conseqüente aumento de duas polegadas no tamanho das
molas, as cintas limitadoras de curso também tiveram
que ser aumentadas proporcionalmente, assim como o braço
de ligação da barra estabilizadora.
André Luiz faz questão de ressaltar que estas
modificações não foram feitas a esmo, mas
sim em cima de muita pesquisa. Medições criteriosas
foram levadas em conta para que não fosse necessária
a alteração dos conduítes de freio e para
que o deslocamento do eixo cardã não ocasionasse
a sua soltura quando fosse necessária a transposição
de obstáculos mais radicais.
O "Trem Que Pula" é equipado com quatro amortecedores
Rancho 9.000, cuja pressão é controlada de dentro
do carro. Os amortecedores foram instalados com uma bucha a
mais em cada para evitar que fiquem pegando na carroceria. Todas
as buchas utilizadas são de poliuretano, o que, segundo
André, torna o carro ainda mais flexível, com
um desgaste não tão aceleredo quanto em jipes
como o Engesa, por exemplo. Outra modificação
feita foi a substituição do pino de fixação
dos amortecedores, de espessura 3/8, por pinos 9/16, mais resistentes.
As homocinéticas tiveram suas pontas usinadas e ganharam
um anel, em aço especial, para evitar trincas ou ruptura
total.
Motor
André Luiz procurou, de várias maneiras, minimizar
os efeitos do que foi, segundo ele, "a colocação
de uma turbina sem um planejamento cuidadoso por parte da fábrica",
causa do problema de superaquecimento dos JPX.
As mudanças começaram pelo sistema escapamento
que, segundo André, era bastante estrangulado. Um tubo
com 2,5 polegadas de diâmetro foi adicionado à
saída do coletor. Mais á frente, foi adaptado
um tubo construído em uma malha de inox flexível,
permitindo ao sistema deformar-se sem que haja rompimento -
solução inclusive adotada nos modelos mais novos
do JPX. O silencioso utilizado é importado, de abafamento
médio e mais aliviado que o original, possibilitando
uma vazão mais rápida dos gases de escape. Para
completar, a saída do sistema foi instalada a cerca de
80 centímetros do solo, o que, segundo André,
é o suficiente para 99% das situações,
normalmente encontradas no fora-de-estrada, em que o jipe tem
que enfrentar água.
Outra modificação feita para evitar o superaquecimento
foi a substituição do radiador original do modelo
94, fino, pelo dos modelos mais novos, mais grosso e com circuito
duplo.
E
não pára por aí: o "Trem Que Pula"
é equipado com filtro de ar externo K&N - bastante
aliviado e eficiente na retenção de partículas
- e com coletor de alumínio, o que permite ao motor "respirar"
mais aliviado. Além disso, um intercooler foi adaptado,
para ajudar no arrefecimento do sistema. O modelo utilizado
foi o do FIAT Tempra Turbo, em função de suas
dimensões e da pouca necessidade de adaptações
para a instalação no JPX. Foi colocada ainda uma
ventoinha Permacool, de competição, compacta e
eficiente, junto ao intercooler, acionada por um botão
no painel do carro.
Para ajudar o sistema de arrefecimento e otimizar a performance
do motor de uma maneira geral, André faz questão
de usar em seu carro somente lubrificantes sintéticos,
da marca Motul (trocados a cada 5 mil quilômetros). Devido
ao seu elevado ponto de ebulição, este tipo de
lubrificante, aliado ao redutor de atrito à base de bissulfito
de molibdênio Molykote, também utilizado, são
de grande importância para o "aparato" anti-superaquecimento
desenvolvido.
Mesmo com todas estas alterações, o próprio
André Luiz admite que a condução do carro
exige alguns cuidados. Em determinadas situações,
como longos trechos de estrada percorridos em alta velocidade
ou em algum tipo de obstáculo off-road que exigir alto
giro do motor por tempo prolongado, existe ainda a possibilidade
do superaquecimento, pois o sistema de arrefecimento certamente
não conseguirá dar vazão à quantidade
de calor que será gerada. Mas como o carro é utilizado
exclusivamente em trilhas, onde a velocidade normalmente é
baixa e o alto giro é exigido apenas em situações
bastante específicas e relativamente raras, este tipo
de problema ainda não aconteceu.
Mas nem só de preocupação com a "quentura"
vive o "Trem Que Pula". Outras alterações
foram feitas no motor do carro com o objetivo de se ganhar potência
e confiabilidade.
André Luiz utiliza em seu carro a turbina original do
JPX, porém com a pressão um pouco acima do normal
(0,7 bar), o que ocasiona também um aumento, entre 10
e 15%, no débito da bomba injetora. Com esta configuração
(turbo / intercooler / bomba / filtro de ar), o "Trem Que
Pula" tem um desempenho cerca de 15% superior ao do JPX
original, com um consumo que, segundo o proprietário,
gira em torno dos 8 km/l.
Uma última alteração no motor: o rolamento
do esticador da correia foi substituído por um modelo
utilizado pela Scania, mais reforçado que o original
do jipe, com dupla blindagem e dupla camada de esferas.
Tração e transmissão
O "Trem Que Pula" possui o sistema de tração
original do JPX, sem roda-livre. André Luiz afirma que,
como utiliza o carro somente em trilhas e, portanto, sempre
tracionado, a roda-livre seria apenas "uma coisa a mais
para quebrar". Segundo ele, o desgaste causado pela falta
do equipamento nos poucos deslocamentos que faz fora das trilhas
é mínimo.
Apesar
de nunca ter apresentado problemas, a caixa Peugeot original
do carro foi substituída por uma caixa Clark CL 2215,
já tendo em vista o novo motor que André pretende
instalar no carro (ver "Cenas dos próximos capítulos...").
Na troca, foram feitos todos os reforços possíveis
no sistema de transmissão.
O conjunto coroa e pinhão traseiro original foi trocado
por um modelo nacional cuja performance vem surpreendendo. A
razão, segundo André, é que o modelo original
foi concebido para uso agrícola, não sendo muito
eficiente em velocidades altas. Já o modelo nacional,
desenvolvido especialmente para o JPX e já recomendado
até por algumas concessionárias, suporta velocidades
elevadas.
A embreagem utilizada é a da picape JPX e os lubrificantes
de caixa de marcha, caixa de transferência e diferenciais
também são sintéticos, Motul, trocados
a cada 10 / 15 mil quilômetros.
Freios
André Luiz considera o sistema de freio original do JPX
muito bom e por isso não o alterou, fazendo apenas as
intervenções exigidas a título de manutenção.
Um ponto negativo do sistema apontado por André é
o alto custo dos reparos originais, problema que foi resolvido
com a experiência em mecânica: modelos nacionais
compatíveis, mais baratos, foram encontrados e são
utilizados atualmente. Por utilizar o carro constantemente em
provas, André utiliza óleo sintético também
no sistema de freios, o que garante maior eficiência ao
mesmo.
Rodas e pneus
O "Trem Que Pula" possui dois jogos de rodas e pneus,
ambos de desenho bastante agressivo, específicos para
trilha. Segundo André Luiz, o tipo de trilha que costuma
fazer com o jipe - sempre pesadas - não permite o uso
de pneus mistos.
O primeiro jogo é composto pelos "Argentinos"
Firestone Supertraction (7.50x16). As rodas deste conjunto tiveram
seu "offset" aumentado em 2 centímetros, com
o objetivo de dar mais estabilidade ao carro e proporcionar
um maior espaço para as rodas virarem, uma vez que os
pneus são maiores que os originais. Além disso,
em provas, André Luiz utiliza ainda espaçadores
- possui um conjunto de 4 e um de 8 milímetros -, para
evitar que a carroceria, em momentos de torção,
encoste nos pneus.
O segundo jogo, ainda mais radical, é composto pelos
"ignorantes" Black Star Garra Cross (215x80 R16).
A largura deste pneu, agravada pelos enormes "biscoitos"
laterais que possui, exigiu um aumento de cerca de 50 milímetros
no offset de cada roda. A inversão dos cubos das rodas
foi a solução encontrada para se obter o offset
necessário. Segundo André, estes pneus conferem
ao carro muita estabilidade e uma aderência incomparável
em lama, pedra e diversos outros tipos de superfície.
Algumas pequenas mudanças foram feitas para que estes
pneus coubessem no carro: foram retiradas as abas de proteção
dos pára-lamas, modificado o sistema de escapamento,
entre outras.
Carroceria
e capota
As intervenções mais visíveis na carroceria
do "Trem Que Pula" foram feitas na parte dianteira,
fruto das constantes invenções de André
Luiz para minimizar o problema de superaquecimento. A grade
dianteira original foi substituída por uma grelha de
inox (do tipo churrasqueira) que, segundo André, evita
a entrada de paus e tocos e proporciona ótima ventilação
ao compartimento do motor. Foram instaladas ainda, sobre o capô,
grades como as utilizadas nos caminhões Scania, para
facilitar a saída do calor. Não satisfeito, André
fez ainda furos na parte da frente do cofre do motor, para aumentar
ainda mais a ventilação. Na parte de trás,
a única alteração foi o reforço
da tampa traseira para suportar o peso do estepe e a criação
de um mecanismo que possibilita a rápida soltura do mesmo.
Para tentar compensar o ganho de peso com a instalação
da gaiola (ver "Proteção e segurança"),
André retirou a capota de fibra original do carro, colocando
no lugar uma de lona, exclusiva, com uma estrutura bem simples
e prática. As portas originais do jipe, de fibra, foram
mantidas.
Cabine
Os bancos do "Trem Que Pula" foram trocados por modelos
de competição da marca Sparco. Os cintos de segurança
são da marca Simpson, específicos para competição,
de cinco pontos, com apoios reforçados em uma estrutura
feita por André, fixada ao santo-antônio original
do jipe.
O jipe possui rádio PX, apoio para computador de bordo
e luz para leitura noturna, entre outros equipamentos específicos
para competição. No painel de instrumentos, André
dispõe de manômetros de pressão do turbo
e do óleo, termodiesel, além de uma chave para
acionamento das ventoinhas, com três posições
(automático / ligado / desligado).
O
banco de trás do carro foi retirado (sendo mantida, entretanto,
a furação do mesmo, possibilitando sua recolocação),
dando lugar a uma caixa de ferramentas onde André leva
consigo compressor de ar, reparo para pneus, jogos de chaves
combinadas e ferramentas diversas, cintas e vários outros
itens úteis em uma trilha. Uma luz foi instalada nesta
parte da cabine para facilitar o manuseio dos utensílios
à noite. André desenvolveu ainda, na parte de
trás da cabine, pontos para fixação de
macaco, enxadão e outros objetos, para que os mesmos
não fiquem soltos dentro do carro.
Iluminação / parte elétrica
Além dos faróis originais, o "Trem Que Pula"
conta com mais dois pares de faróis de milha - um acima
do teto, fixado à gaiola, e outro junto à grade
frontal. André optou pela não colocação
de faróis de neblina, uma vez que os mesmos são
eficientes quando instalados a até 60 centímetros
do chão, altura que significaria perda de ângulo
de ataque para o jipe. Há ainda um quinto farol de milha,
instalado na parte de trás do carro, para facilitar manobras
noturnas.
Este conjunto de faróis, mais o guincho Warn M8000 e
todo o restante aparato elétrico do carro, são
alimentados por duas baterias de 70A/h (uma instalada no compartimento
original e outra embaixo do banco do motorista) e um alternador
repotencializado, capaz de gerar 110A/h.
Proteção e segurança
André Luiz deu grande importância aos itens de
proteção e segurança na preparação
de seu jipe, uma vez que o mesmo está sendo sempre submetido
a condições extremas de uso. Nesta área,
as adaptações são várias. Confira:
O suporte do tanque de combustível recebeu reforços
com parafusos e chapas mais resistentes. As caixas de marcha
e de transferência receberam um peito de aço reforçado
bem próximo de si, de modo a não criar pontos
de atrito para a abordagem de obstáculos e até
mesmo facilitar manobras em situações em que o
carro se encontrar escorado pelo fundo em pedras ou tocos. Na
parte da frente, o peito de aço também foi projetado
para não prejudicar o excelente ângulo de ataque
do carro e facilitar a abordagem de alguns obstáculos,
como lamaçais, em que a peça acaba dando alguma
sustentação ao carro. A barra de direção
foi encapsulada por um tubo de inox, para evitar danos gerados
por eventuais pancadas. A parte inferior dos amortecedores,
que fica exposta, também recebeu chapas de proteção.
Todas as peças descritas acima foram desenhadas, cortadas
e instaladas pelo próprio André Luiz, em uma oficina
de serviços automotivos que possui, em Belo Horizonte-MG.
Aliás, é projeto do André também
a gaiola externa que protege o JPX. Fabricada com tubos de aço
de 3 mm de espessura - conforme recomendação da
Federação Internacional de Automobilismo (FIA)
-, a gaiola é toda fixada ao chassis por cantoneiras
de chapa de aço e parafusos superdimensionados, e soldada
com solda MIG. Isto permite que a mesma seja retirada por cima
do jipe. Toda a armação principal desta gaiola
é dobrada e apenas as ligações de reforço
são soldadas, o que confere à estrutura bastante
robustez. Um "X" bem acima da cabine, aliado ao santo-antônio
original do carro, garantem a integridade dos ocupantes.
Na
parte superior traseira, a gaiola possui um prático suporte
para macaco hi-lift. Também na traseira do carro, o pára-choque,
refeito para ser um dos pontos de fixação da gaiola,
apresenta vários furos, próprios para a introdução
do macaco, em qualquer posição. Na frente, a gaiola
é ligada ao quebra-mato, criando mais um reforço
estrutural contra batidas frontais. Completando o conjunto de
proteção e segurança, temos ainda ganchos
"G" fixados à mesa do guincho, para reboque.
Parte do pára-choque dianteiro foi cortada; a parte restante
não passa de um enfeite. Segundo André Luiz, "é
para não desfigurar muito o carro". Então
tá...
Curiosidades
- Você deve estar se perguntando: "por quê
estas peças pintadas de amarelo na parte de baixo do
carro?" Segundo André Luiz, a pintura de alguns
parafusos e peças-chave em amarelo facilitam bastante
a vida dos tripulantes em situações em que é
necessário fazer a manutenção do carro
no meio da trilha, principalmente à noite.
- Mais um capítulo na luta contra o superaquecimento:
André instalou um pequeno reservatório de água
na parte de trás do carro, com uma bomba (a mesma do
limpador de faróis do Ford Escort XR3) e mangueiras com
esguichos nas pontas, que levam a água até a grade
do radiador, na frente do carro. Uma vez acionados, estes esguichos
de água, além de ajudarem no arrefecimento do
motor em uma situação de emergência, servem
ainda para limpar o radiador, retirando o excesso de lama do
mesmo durante uma trilha.
Cenas dos próximos capítulos...
A próxima modificação que André
Luiz pretende fazer no "Trem Que Pula" é a
instalação de um motor MWM 2.8, o mesmo que equipa
o Troller Diesel. Quem viver verá!...
Veja a Ficha Técnica do "Trem
Que Pula".
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André Luiz de Faria Alvim Pereira |
André
tem 34 anos, é casado, tem 3 filhos e reside em
Belo Horizonte-MG. Engenheiro Mecânico por formação,
trabalha na área financeira e, nos fins de semana,
dá vazão aos seus conhecimentos de mecânica
na World Scap, oficina de serviços automotivos
da qual é um dos proprietários e onde são
feitas as adaptações no "Trem Que Pula".
Desenvolve projetos de adaptações em jipes
também para terceiros. Gosta de trilhas radicais,
de alta dificuldade, e participa de competições
nas modalidades raid e endurance. Tem vontade de participar
de competições de trial 4x4, uma modalidade
ainda inédita no Brasil. |
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