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Mercedes Benz 1720: Militar de Peso

por EDUARDO DANTAS

1720A

Mercedes Benz 1720 A, um caminhão 4x4 utilizado pelo Exército Brasileiro para deslocamento e transporte nos piores caminhos

Um caminhão capaz de acompanhar um jipe nos piores terrenos. Assim pode ser definido o Mercedes-Benz 1720 A. Equipado com o motor OM-366 LA de 5.958 cm3, seis cilindros, turbocomprimido, potência de 211 cv a 2.600 rpm e torque de 67 mkgf a 1.400 rpm, tração 4x4 com reduzida e bloqueio nos diferenciais dianteiro e traseiro ele garante ótimos serviços e até mesmo muito diversão.

Rodando dentro de uma área militar pudemos comprovar sua capacidade fora-de-estrada. Infelizmente, quando as fotos foram feitas, não havia muita lama, mas não faltaram terrenos íngremes para testar o 1720 A. Engatando a tração 4x4 e acionando os bloqueios dos diferenciais parece que nada é capaz de segurar o caminhão.

Veja matéria completa na Revista Planeta Off-Road (edição 06)

Última atualização (Seg, 09 de Agosto de 2010 19:24)

 

M151 - MUTT: O Legítimo “Velho de Guerra”

por HUMBERTO MAINENTI
fotos ADRIANO ROCHA

Mutt

Desenhado pela Ford, o Mutt esteve a serviço do exército dos EUA durante quase 3 décadas e foi usado pelas forças armadas de vários países

O M151 surgiu no começo da década de 1960, como substituto do M38A1. Desenhado e construído inicialmente pela Ford, o Mutt (Military Utility Tactical Truck) – foi produzido também, através de contrato de concessão do exército norte-americano, pela Kaiser Jeep e pela AM General Corporation. Na aparência, tratava-se de um descendente direto dos MBs usados durante a 2ª Guerra Mundial: um 4x4 de ¼ de tonelada, leve e ágil, destinado a todo tipo de missões táticas leves. O Mutt permaneceu em atividade por quase 3 décadas (participando de campanhas militares americanas de grande monta, como a Guerra do Vietnã), até ser substituído definitivamente pelo Hummer, no começo dos anos 90.

A semelhança com os antecessores, no entanto, era apenas visual. O projeto do M151 era avançado para a época. Baseado em veículos fora-de-estrada europeus, introduzia inovações como a suspensão independente com molas helicoidais nas 4 rodas, monobloco e motor OHV (overhead valve; com as válvulas localizadas nas cabeças dos cilindros). O carro foi projetado para ser mais rápido, confortável e ágil que o M38A1, e para se obter tal resultado foram feitos testes como corpo em alumínio, revisão da suspensão dianteira, entre outros.

Quando começou a ser produzido, em 1960, o M151 contava com motor Ford L142, um 4 cilindros de 2.320 cc, com 72 bhp a 4.000 rpm. Devido ao desenho de sua suspensão traseira, independente, com eixos flutuantes, o jipe tinha a tendência de “rabear” quando submetido a curvas acentuadas de maneira agressiva. O layout da suspensão causava grande variação na cambagem, podendo provocar até mesmo a capotagem do veículo. O modelo M151A1, introduzido em 1964, sofreu pequenas alterações na suspensão traseira, como a utilização de componentes mais duros, montagem mais firme e a adição de batentes de borracha. Porém, o layout básico foi mantido, o que resultou na permanência das mesmas características indesejadas do seu antecessor, principalmente a cambagem negativa quando o veículo não estava carregado.

Em 1970, uma significativa mudança na suspensão traseira marcou a chegada do modelo M151A2. A adoção de braços flutuantes com pivôs fez com que as rodas traseiras passassem a subir e descer com uma diferença muito suave na cambagem, o que resultou em maior estabilidade para o jipe. Mesmo assim, a leveza da traseira ainda exigia cuidados especiais na condução.

Durante os anos em que foi produzido, o Mutt sofreu também algumas mudanças no visual, como a instalação de lâmpadas de sinalização, de faróis auxiliares sobre os pára-lamas dianteiros, e a adoção do pára-brisa de peça única no lugar do de duas peças. Mecanicamente, algumas das principais modificações foram a substituição da bomba de combustível elétrica por uma mecânica, a instalação de limpadores de pára-brisa com duas velocidades e o sistema de freio duplo.

Do Mutt, derivaram variantes produzidos para as mais diversas funções. Entre as principais adaptações estão os veículos de comunicação M107 e M108, com rádios instalados na parte traseira; as versões ambulância M718 e M718A1, derivados dos modelos M151A1 e M151A2, respectivamente; e o portador de arma M151A1C, derivado do M151A1, substituído posteriormente pelo M825, baseado no M151A2.

Por volta de 1980, a AM General Corporation já havia fabricado cerca de 95 mil veículos da série M151. Os maiores usuários do modelo foram, sem dúvida, o exército, a força aérea e a marinha dos Estados Unidos, porém sabe-se que ele também foi utilizado por mais de 100 países ao redor do mundo.

Última atualização (Seg, 09 de Agosto de 2010 19:19)

 

Vestindo o uniforme da pátria

por CELSO GUIMARÃES

Quem não imaginou ainda seu Jipe militarizado? Quantos não chegaram a incluir só um detalhe e sair “semi-militarizado” por aí? Quem não se amarra numa relíquia militar dos velhos tempos, toda restaurada?

Foi o Sete de Setembro que me trouxe, no desfile das viaturas, esta mania de “militarizar” meu Jipe. Imagino-o com uma roupagem verde oliva... De vez em quando o meto numa camuflagem... Siglas... Emblemas... Até um nome arranjei, como faziam os pracinhas brasileiros na Itália: “Fuifondo”.
Mas será que posso fazê-lo totalmente igual aos Jipes militares? Vamos conferir?

Cores
As cores das viaturas militares são: o verde-oliva fosco, usado nas viaturas de transporte e operacionais (combate). O marrom médio, combinado com o verde-oliva, nas camuflagens. O vermelho é usado em carros de combate ao fogo e o preto, em automóveis de transporte de autoridades. Não há restrição ao uso destas cores em veículos civis.

Brasões, emblemas e identificações
Os brasões, emblemas e identificações também caracterizam as viaturas militares. O antigo e conhecido “Cruzeiro do Sul” – a constelação do Cruzeiro do Sul dentro de um círculo branco interrompido em 4 partes, pode ser usado nas viaturas civis. Hoje o Brasão do Exército - nas cores: verde, amarelo, azul e prata - é formado por um resplendor elíptico com 20 lâminas, atravessado de baixo para cima por um sabre. Há restrições quanto ao seu uso nos veículos civis. Também não é permitido o uso do sistema de identificação adotado pelo Exército que compõe-se de caracteres brancos: letras EB seguidas de um par de algarismos (classe da viatura) e três algarismos relativos ao número de ordem do registro. Por exemplo, o dístico EB 20 459, indica um veículo de transporte (2), de pessoal (0), sendo o 459º registrado nesta classe.Você pode simular alguma coisa semelhante, assim como um “EF 2-53-12” ou imitar símbolos estrangeiros. “Quanto ao uso de emblemas” diz João Barone, presidente do Clube de Veículos Militares do Rio de Janeiro, “conseguimos uma liberação para o uso das marcas da FEB em viaturas do clube. Queremos agora estendê-la a outros clubes”.

Blindagem
As blindagens em veículos civis também têm restrições: só podem ser usadas até o nível III (3.406 joules) de resistência ao impacto balístico: armas de fogo leves, até o calibre 7,62 mm. Mas, quando o veículo não se destina ao uso normal, em trânsito, normalmente as restrições não são tão observadas. Ao objetivo – evitar confusões de veículos civis e militares – contrapõe-se o caráter instrutivo da finalidade. “Quando destinados a exposições, clubes, colecionadores, os veículos antigos adquiridos das Forças Armadas podem ser conservados tal qual eram quando em uso militar, sem qualquer restrição’’,
explica o Capitão Pedro Ivo, da Fun Trip Adventure, do Rio de Janeiro”.

Símbolos nacionais
Sobre o uso dos símbolos nacionais – a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas e o Selo – o que mais nos interessa conhecer é o uso da Bandeira. Gostamos de conduzi-la, principalmente quando somos vitoriosos nas disputas internacionais. A nossa Bandeira pode ser usada em todas as manifestações de sentimento patriótico, em mastros, edifícios, campos esportivos, praças, ou qualquer lugar que lhe seja assegurado o devido respeito. Pode também ser conduzida ou reproduzida em veículos. É vedado, porém, apresentá-la em mau estado de conservação ou com qualquer de suas características alteradas. Aqui é bom lembrar também que as cores nacionais – o verde e o amarelo – podem ser usadas sem qualquer restrição, inclusive associadas ao azul e branco.

Mãos a obra?

Última atualização (Seg, 09 de Agosto de 2010 19:16)

 

Delahaye VLR: Francês Desconhecido

por CELSO GUIMARÃES

Delahaye

Já imaginou um jipe francês? E que esse jipe não foi muito bem aceito pelo exército por ter muitos avanços tecnológicos? Este é o Delahaye VLR que encontramos restaurado em Minas Gerais

Produzindo carros de alto luxo, bem ao gosto do usuário francês, a Delahaye viu-se em situação comercial totalmente desfavorável com início da Segunda Grande Guerra. Os compradores simplesmente desapareceram. A solução era óbvia: fabricar veículos militares! Nascia o Jipe Delahaye para uso militar. Com o fim da guerra, o comércio destes veículos também caiu. Mas a Delahaye não desistiu: aprimorou seus modelos para uso civil, acrescentando ao seu mercado um público ruralista. No total, a Delahaye fabricou apenas 9.623 jipes, a maioria Delahaye VLR (Voiture Légère de Reconnnaissance –
viatura ligeira de reconhecimento), militares, e um pequeno número do variante civil de 12 volts, o VLRC-12. O preço da versão civil mostrou-se porém, demasiadamente alto, devido ao número abundante de jipes militares, sobras-de-guerra, restaurados e comercializados.

Em 1947 o exército francês decidiu substituir seu estoque de Jeep Willys e Ford por uma geração nova do VLR. A antiga versão militar passou por uma reformulação no projeto e em 1951 o exército aprovou o novo modelo mais sofisticado, com suspensão independente e ajustável, por barra de torção nas quatro rodas (sistema semelhante ao usado no Fusca), transmissão sincronizada de quatro velocidades, bloco do motor em alumínio, cárter seco e sistema elétrico de 24 volts, etc. Porém no uso diário, ininterrupto, muitas vezes em estradas deficientes e sem uma adequada manutenção, revelou que o modelo não se mostrava tão eficaz como nos testes feitos por técnicos. Em 1952 e 53 novas modificações foram feitas: novo design do sistema diferencial, assentos mais seguros e mais confortáveis e outras alterações de caráter técnico, adaptando-o melhor, tanto para o uso civil como militar.

Para o Brasil vieram pouquíssimos jipes Delahaye VLR, modelos 1952/53, adquiridos pelo Governo de Minas Gerais. Juscelino Kubitschek, na época governador do Estado, trouxe alguns veículos franceses para uso da Polícia Militar e pelo DER. Allen Roscoe, arquiteto e artista plástico, restaurou completamente o Delahaye seguindo padrões de veículos militares utilizados em terrenos arenosos. “Mandei pintá-lo na cor bege claro usada por alguns exércitos para camuflagem em combate no deserto”, explica. “Atualmente só se tem notícia de três jipes desses no Brasil, porém um deles encontra-se totalmente desmontado, praticamente destruído”, esclarece Allen. Ele julga que o seu é modelo 52, mas não afirma com certeza absoluta, pois os modelos 52 e 53, em suas características físicas, são iguais. Uma coisa é certa: o Delahaye que ele possui em seu galpão é uma raridade.

Última atualização (Seg, 09 de Agosto de 2010 19:12)

 

Jeep Willys M38: Combatente e ágil

por GEORGIA UTSCH
fotos CLÁUDIA RODRIGUES


M38
Com motor de 4 cilindros e sistema de pressurização, o 4x4 foi fabricado para atender a uma solicitação do exército

Como se não fosse suficiente a especificidade que caracteriza os veículos de uso militar, este Willys M38, de 1952, tem uma distinção que o torna ainda mais incomum: está praticamente como o original. Diferentemente de alguns veículos militares mais antigos, que passam por processos de transformação e modernização, as únicas alterações deste modelo foram realizadas no estofamento e na capota. Até os pneus, que foram substituídos por outros novos, possuem a mesma característica dos originais, 700 por 16.

O motor é de quatro cilindros à gasolina, baseado no mesmo motor dos Ford GPW/ Willys MB, mas com algumas diferenças internas, carburação melhorada e ignição blindada. O sistema elétrico é de 24 volts. O veículo possui eixo traseiro semi-flutuante e freio hidráulico. Uma peculiaridade do veículo está no snorckel, que possibilita que o veículo trafegue dentro d’água, e no sistema de pressurização do tanque e do motor, que impede a entrada de água no sistema de combustível a até 0,939 metros.

Em se tratando de layout, o M38 é convencional. Os bancos da frente são separados, com assentos individuais para o motorista e o passageiro. Já na parte traseira, há um banco que comporta dois passageiros. O teto do jipe pode ser coberto pela lona que, quando não utilizada, é dobrada na parte de trás do veículo. Os detalhes refletem o espírito dos primeiros jipes fabricados: são todos úteis e com justificativa técnica. O modelo possui rádio de comunicação – no lado direito do veículo –, antena, galão de combustível e porta-fuzil, além do apoio para o quadro de pára-brisa.

Desenvolvido para atender a um requerimento do exército dos Estados Unidos, que necessitava de um veículo 4x4 leve para substituir o grande número de jipes da Segunda Guerra ainda em serviço, o M38 foi produzido pela Willys de 1950 a 1952. O modelo pouco difere do Willys 1942, mostrado na edição 01 da PLANETA OFF-ROAD. A principal distinção está na caixa de marcha, que é mais resistente. Além disso, a pá e o machado, que no modelo 42 ficavam do lado esquerdo do veículo, no modelo 52 passaram para o lado direito, do carona.

Com relação ao M38A1, modelo pelo qual o M38 foi substituído, também não há muitas mudanças. Embora o motor do M38 seja mais forte, a modificação mais notável está na aparência e na distância entre os eixos, já que a do M38 é de 2,032 m, um pouco menor que o M38A1.

Última atualização (Seg, 09 de Agosto de 2010 19:09)

 
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