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Dacia anuncia fim do programa no Dakar e no W2RC após 2026; futuro de Lucas Moraes entra em pauta
A Dacia surpreendeu o universo do rally-raid ao confirmar que encerrará seu programa oficial no Dakar e no World Rally-Raid Championship (W2RC) ao final da temporada 2026. O anúncio vem poucas semanas após a histórica vitória de Nasser Al-Attiyah no Dakar 2026, resultado que consolidou o Dacia Sandrider como um projeto vencedor em tempo recorde.
O plano original da marca romena, pertencente ao Grupo Renault, previa um ciclo de três anos com foco claro: conquistar o Dakar. O objetivo foi alcançado já na segunda tentativa. Com o troféu em mãos, a direção optou por antecipar o encerramento, fechando o programa “por cima”, antes do Dakar 2027. A decisão tem leitura estratégica evidente: após atingir o “Santo Graal” do rally-raid em termos de marketing e validação técnica — incluindo a robustez do carro e o uso de combustível sintético — o retorno marginal de mais uma temporada completa poderia não justificar o investimento, especialmente diante do risco de uma eventual derrota.

Apesar da saída anunciada, a Dacia disputará integralmente a temporada 2026 do W2RC. O calendário inclui etapas em Portugal (BP Ultimate Rally-Raid), Argentina (Desafío Ruta 40), Marrocos (Rallye du Maroc) e a final em Abu Dhabi (Abu Dhabi Desert Challenge), que marcará a despedida oficial do Sandrider.
Os números esportivos reforçam o peso da decisão. No último Dakar, além da vitória de Al-Attiyah, Loeb terminou em quarto, Lucas Moraes em sétimo e Cristina Gutiérrez em décimo primeiro. Quatro carros entre os onze primeiros colocados numa das edições mais exigentes dos últimos anos demonstraram que o projeto não era pontual, mas tecnicamente sólido e competitivo frente a gigantes como Toyota e Ford.
Para a Dacia, a missão agora é clara: conquistar o título mundial de 2026 e encerrar o ciclo com mais um troféu. Se alcançar o objetivo, a marca fechará um programa curto, porém extremamente eficiente em termos esportivos e de posicionamento de marca.
No entanto, há uma mudança relevante na operação: a equipe deixará de alinhar quatro carros como fez no Dakar e passará a inscrever três duplas por etapa. O time conta com um dos line-ups mais fortes da história recente do rally-raid: Nasser Al-Attiyah, Sébastien Loeb, Lucas Moraes e Cristina Gutiérrez. Com apenas três vagas por prova, a Dacia adotará um sistema de rodizio interno entre os pilotos nas etapas restantes do ano.
O impacto, porém, vai além do construtor. A decisão afeta diretamente Lucas Moraes. O brasileiro trocou a Toyota pela Dacia após conquistar o título do W2RC e tinha vínculo contratual projetado até o fim de 2027. Com o encerramento antecipado, Moraes precisará reavaliar seu futuro mais cedo do que o planejado.

A pergunta que fica é inevitável: qual será o próximo passo de Lucas? Retornar a uma equipe de ponta como a Toyota? Buscar espaço em um projeto em ascensão como a Ford? Ou aproveitar a movimentação do mercado para assumir um papel estratégico em outra estrutura de fábrica?
O mercado de rally-raid raramente perdoa incertezas. E, em um grid cada vez mais competitivo e estratégico, 2026 passa a ser não apenas o ano de despedida da Dacia, mas também uma temporada decisiva para o futuro do principal nome brasileiro da modalidade.

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