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Jules II
Março 30, 2020

O bizarro protótipo Jules II feito para o Dakar

Um dos protótipos mais bizarros do rally Dakar

Thierry de Montcorgé era um piloto francês que tinha, digamos assim, certa mania por desafios e carros bizarros. Em 1981, Montcorgé participou do Rally Paris Dakar a bordo de um Rolls-Royce e foi um dos poucos competidores a completar o roteiro daquele ano. Mas essa não foi sua única participação com um carro inesperado.
Três anos depois de completar o Dakar no Rolls-Royce Corniche 4×4, Thierry teve a ideia de criar um protótipo, do zero, para participar da corrida Pequim-Paris, uma disputa de 15 mil quilômetros entre as duas cidades. Certamente, um desafio bem maior do que o enfrentado no Dakar. A corrida foi considerada o primeiro grande rali de automóveis e havia sido disputada apenas uma vez, em 1907. Porém, o rali foi cancelado e Thierry mudou seus planos. Seu protótipo, apelidado de Jules II, seria usado em mais uma edição do Paris-Dakar.

Jules II

A ideia de Thierry com o Jules II era de mudar o conceito de se correr com dois carros, o de competição e o de apoio rápido. A sacada era fazer uma picape com a caçamba grande o suficiente para levar ferramentas e peças sobressalentes, eliminando assim, a necessidade de um carro de apoio. A caçamba carregava até um gerador para fornecer energia nos acampamentos.

 

O francês construiu seu estranho protótipo com um chassi tubular e carroceria, de poliéster, que não tinha portas e levava dois tanques de 150 litros de combustível cada nas laterais. Mas o que chamava realmente a atenção era os três eixos. O Jules II tinha seis rodas! Apenas o segundo eixo traseiro não tinha tração. Sua função era de servir como repositório de peças para o caso de alguma quebra.

Jules II

O motor, o mesmo usado no seu Rolls Royce, era um Chevrolet small block de 5,7 litros que gerava 355 cv de potência. A transmissão 6×4 era Porsche e transferia a força do motor para os dois eixos (dianteiro e um traseiro).

Apesar das ideias inovadoras, O Jules II acabou não resistindo à dureza do Paris-Dakar e abandonou a prova logo nos primeiros estágios com a quebra do chassi.
O Jules II foi vendido logo após a corrida. Depois da morte de seu novo proprietário, o veículo ficou abandonado, até que, em 2008, foi encontrado, restaurado e leiloado por cerca de 73 mil dólares.

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